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CPI da Educação de BH: por que ela é urgente e necessária

Solicitação de instalação de CPI para apuração da legalidade e legitimidade de contratos firmados nos últimos anos pela PBH, especialmente, na gestão do ex Secretário de Educação, Bruno Barral.

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Diante das inúmeras denúncias de uso indevido dos recursos da educação em nossa cidade, a categoria reunida em assembleia dos Trabalhadores em Educação Concursados, ocorrida no dia 23/04, às 14h, na Praça da Estação, votou por solicitar ao conjunto de vereadores da Câmara Municipal de Belo Horizonte uma apuração detalhada sobre contratos firmados pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte. E a nossa entidade sindical, o Sind-REDE/BH, formalizou imediatamente o pedido junto ao legislativo municipal.

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Queremos uma medida concreta para investigar, com seriedade e transparência, o que de fato está acontecendo com o dinheiro que deveria estar nas escolas, garantindo estrutura, profissionais valorizados e atendimento digno às nossas crianças e estudantes.

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A solicitação se fundamenta em denúncias apresentadas pelo SindREDE/BH a alguns órgãos de controle, que foram posteriormente reiteradas e aprofundadas à luz dos novos fatos públicos e notórios relacionados ao afastamento do ex-secretário municipal de Educação, Bruno Barral, investigado pela Polícia Federal por suspeitas de envolvimento em um esquema de corrupção ligado à celebração de contratos públicos.

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Diversos contratos celebrados durante o período apresentam, a nosso ver, fortes indícios de irregularidades, tanto do ponto de vista jurídico e administrativo quanto do ponto de vista pedagógico, entre os quais destacamos: valores excessivamente elevados; inadequação dos materiais adquiridos em relação à faixa etária dos estudantes; inconsistências teóricas e pedagógicas nos conteúdos fornecidos; ausência de licitação, sob justificativas frágeis ou pouco transparentes; desrespeito às práticas pedagógicas e à autonomia das unidades escolares; falta de participação da comunidade escolar nos processos de decisão.

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Todos os dias, vivenciamos nas escolas a falta de materiais, de profissionais, de infraestrutura, de apoio pedagógico e de condições mínimas de trabalho. Ao mesmo tempo, os recursos da educação continuam sendo anunciados, mas não chegam onde deveriam. Essa contradição precisa ser explicada. A CPI é o instrumento legítimo para levantar documentos, contratos, repasses, prioridades e decisões que vêm sendo tomadas longe das comunidades escolares.

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Uma investigação profunda permitirá responder perguntas que não podem mais ser ignoradas:

Por que tantas escolas seguem precarizadas?

Por que faltam profissionais, mesmo com orçamento aprovado?

Para onde está indo o dinheiro da educação?

Quem está sendo beneficiado e quem está sendo prejudicado?

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A CPI da Educação não é contra ninguém, ela é a favor da verdade, da transparência e do interesse público. É um passo fundamental para corrigir distorções, responsabilizar quem errou e construir um novo modelo de gestão dos recursos educacionais, que coloque as escolas e os estudantes no centro das decisões.

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Queremos uma educação pública que funcione de verdade. Queremos escolas com estrutura, equipes completas, professores valorizados, crianças bem cuidadas e estudantes aprendendo com qualidade. Nada disso será possível sem que o dinheiro da educação seja usado de forma correta, planejada e com compromisso social.

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Por isso, nossa mobilização é decisiva. Não podemos permitir que esse tema seja esquecido, abafado ou tratado como algo menor. Cada assinatura no abaixo-assinado é um ato de defesa da educação pública. Cada compartilhamento fortalece a luta por justiça, transparência e futuro.

 

📢 Assine o abaixo-assinado e envie para pelo menos três pessoas.

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